15 de fev de 2017

Diário de Bordo

Cheguei na Uniso dia 13 de Fevereiro, segunda-feira, as 9h da manhã, sem saber ao certo, onde ficaria, sem foto 3x4 e nem a certidão de nascimento.

Peguei a fila do atendimento, e eis que fiz minha matrícula com a Jaqueline, estudante da Uniso, curso de engenharia civil.

Do primeiro andar, onde eu me encontrava, ouvia um tambor, palmas e musicas cantadas, que vinham lá do térreo. Jaqueline, me informou que era um evento, e que era do pessoal de Artes, talvez eu pudesse olhar o evento deles, mas que eu me informasse.

Meu coração se encheu de alegria, e só conseguia pensar em participar disso tudo!

Preenchemos vários campos, perguntas, dúvidas e respostas dadas, matrícula feita, desci até o salão onde estava acontecendo tal evento. Era uma sala com porta de vidro, ou seja, eu enxergava tudo lá dentro, mas todos estavam super atentos ao que estava acontecendo lá dentro.

Uma menina chegou atrasada e eu perguntei do que se tratava e ela disse que era aula da turma de Artes. E eu, de que turma, indaguei. Ela respondeu, artes visuais, dança e teatro.

Fiquei eufórica e respondi, então é minha turma, acabei de fazer a matrícula, entrei junto com ela, tirei a sandália, deixei a bolsa numa cadeira, e caí no Coco e depois na Ciranda!

Neste momento eles estavam cantando Tá Caindo Fulô, entrei na zuada!

Poxa, nem podia acreditar que aquela manifestação era aula e que tudo aquilo era matéria; e que depois de 3 anos eu ia sair com um diploma de licenciatura. É mágico!

Depois fizemos duas rodas e cantamos  e dançamos cirandas.

Segunda-feira, agora é sinônimo de dia feliz, happy hour? Pra mim, segunda, terça, quarta, quinta  e sexta as 7:40.

Conheci a Prof Daniela, e ela me fez sentir em casa.

Uniso e Dança, obrigada pelo acolhimento!

bjo

12 de fev de 2017

Pegando a estrada!

Amanhã é dia de pegar a estrada e ir por um caminho que não tenho nenhuma segurança se as coisas darão certo.

Não sei onde vou dormir, almoçar, o que vou encontrar pela frente.

A única coisa que sei, é que vou iniciar uma jornada e nela, as pessoas vão entrar na minha vida, vão passar, vão ficar, e haverá troca de experiências.

Misterioso assim como é a vida, incerto e assombroso!

Nesta etapa, quero me dedicar aos estudos e trabalhar com o coração. Quero muito poder ser eu mesma, e isso não ser nenhum empecilho para ser feliz.

Preciso me encontrar, saber quais são minhas habilidades, meus sonhos, minhas prioridades, eu quero construir a vida que eu sempre quis.

Sempre achei que a vida era um episódio que se apresentava pra gente e a gente vivia aquilo um dia de cada vez.

Hoje eu entendo que não. Nós somos os escritores, diretores e atores da própria vida.

Dois ingredientes e BUM! A direção muda, os ventos são outros, novos nortes, infinitas possibilidades e novos resultados.

Coragem e determinação.

A seguir, caracteres dos próximos capítulos.

Licenciatura de Dança aí vou eu!

9 de fev de 2017

Mini viagem - Em todos os sentidos

Segunda feira dia 06 de fevereiro eu acordei diferente.

Realmente tomei um pouco de coragem, do sonho que havia deixado de lado para viver uma vida cheia de responsabilidade e seriedade como um adulto deve fazer.

Levantei da cama, com uma vontade e uma fome de algo maior, além da minha possibilidade cognitiva de realizar algo que fosse de verdade me fazer feliz.

Estou encontrando muitos obstáculos nos trabalhos que aparecem, obstáculos emocionais.

Semana passada tive uma crise de ansiedade que desencadeou um choro compulsivo e uma tremedeira no meio do transito, que sinceramente, pensei que não fosse conseguir ir trabalhar.

Vi com nitidez e muita gratidão, que mais uma vez, estava me colocando numa situação que meu corpo e minha alma não querem mais.

Mas quando você tem noção que precisa trabalhar, pagar as contas, senão o poço vai ficar tão fundo, que não haverá corda para te salvar; você quer passar por cima disso tudo e ir mesmo contra a sua vontade. Eu fui, fui mais uns 3 dias. E foi no sábado que vi que estava tão infeliz quanto se tivesse ficado em casa implorando por um trabalho.

Mas nessa segunda eu acordei diferente.

Entrei no site do Sesc para procurar coisas para fazer e me deparei com a oficina de Dança com a Dudude. Lembrei do curso de graduação de Dança da Uniso - Universidade de Sorocaba, que conheci através da fala de uma menina muito legal na oficina de Dança com a Jussara Miller, de Técnica Klauss Vianna, 4 dias e 4 horas no Sesc Pinheiros.

Ela me contou um pouco sobre a grade curricular e eu fiquei apaixonada pelo o curso.

Aulas de canto coral, percussão, cultura popular, iluminação e sonoplastia entre outras matérias...

Poxa, é a grade curricular mais legal que já vi... é ter um diploma de graduação, de licenciatura fazendo tudo que mais tenho interesse em fazer. Logo pensei, é isso, devo me arriscar e ir em busca daquilo que vai encher minha alma de vida e fazer valer a pena a minha passagem por aqui.

E na segunda feira, paguei a inscrição do vestibular que aconteceria na terça feira dia 07, e no dia seguinte parti em direção da minha busca.

Fui até Sorocaba horas antes da prova, conheci o Sr Aparecido, Sr AP para quem já o conhece há muito tempo, e lá ele me me levou a cada sala, a cada laboratório, ate a biblioteca, e até nos laboratórios lindos de gastronomia e hotelaria. Foi incrível! Uma viagem num campus enorme, cheio de esperança, que encheu minha alma de sonhos e possibilidades.

Fiz a prova, e fiquei por lá, me hospedei num hostel super aconchegante e lindinho chamado Mi Casa, que fica no Centro de Sorocaba, uma casa amarela linda, de janelas azuis turquesa. Havia um gato preto e branco, super meigo. Estava sozinha num quarto compartilhado de 4 pessoas.
Amanheci ainda com o corpo dolorido, da prova cansativa e da tensão da novidade, e comi um pão com chutney de maracujá, uma banana e um copo de suco de laranja natural.
Apesar de estar no centro, um lugar super silencioso.

Fui dar uma volta a pé. Conversei com algumas pessoas, pedindo orientação para voltar ao hostel.

Ontem saiu o gabarito da prova, de 50 questões acertei 24, vi como estou enferrujada.

Hoje dia 09 estou em casa, esperando a lista de aprovados. Se eu passar, não sei nem por onde começar, mas a certeza é de que quero iniciar essa viagem!

E vocês? Vêm comigo?

6 de fev de 2017

All My Days - Jain - Trilha sonora desta fase!


All My Days

Everything I'v done in my life is walk a little more
We've been raised in the same world with all those different colors
Everything I've donne in my life is walk a little more,
I walk through the pain and joy that gives the years over my back

All my days I'Il be trying
All my days I'll be trying

On and off the road I try to keep my clocks on time
It's the only way I've got to make sure that I am not lost
On and off the road I work to keep your love on top
It's the only way for me to be as strong as I'd like to be

All my days I'll be trying
All my days I'll be trying

I try a little harder
Try a little, little, little stronger
Try a little, little, little harder
Try a little, little, littl more

I try a little harder
Try a little, little, little stronger
Try a little, little, little harder
Try a little, little, littl more

I got to try, got to try, go to try

Bicho!

Os bichos estão por toda parte!

Adoro os animais domésticos, admiro os animais selvagens, e a nossa convivência com eles é enriquecedora. Aprendemos com nossos bichinhos, a ação do cuidar, do amar, voltamos a ser crianças.

Eu tenho um bicho dentro de mim.

Eu o alimento as vezes.

Não quero mais isso.

Eu fui uma criança que não via coisas, que dormia bem a noite. Acho que fui uma criança bem de boa.

Entrei na escola com 3 anos e meio, amava a escola que eu estudava. Educação construtivista, tinha liberdade de ser quem eu era, e se fazia algo errado ( e olha que fazia viu? ) era chamada de canto, conversavam comigo, me apontavam a atitude que não havia sido legal, e eu ficava com vergonha de ter feito o que tinha feito, por pura admiração e amor que nutria por aquelas pessoas e aquele lugar.

Eu morava bem pertinho da escola, e de final de semana eu subia numa muretinha e ficava olhando lá para dentro, para ver se minha escola tava lá, e com vontade de entrar.

Depois saí da escola aos seis anos e meio e tive que ir para outra escola fazer o primário, pois a Epco era só jardim de infância.

Depois, a gente vai crescendo e mudando. Fui para outra escola cursar o primário, ginásio e colegial. Também amava esta escola, mas comecei a apresentar algumas dificuldades.

Eu acho que o bicho apareceu e cresceu nesta fase.

Eu fazia diários ilustrados e pintava de giz de cera, lápis de cor, colava adesivos, recortava palavras e frases legais da revista, para colar nos dias mais bacanas e que estava mais feliz. Nos dias tristes também tinham recortes de revista e pinturas com giz, porém outras cores e sentidos.

Minha mãe lia, e eu ficava furiosa comigo, de acreditar que havia algum respeito e privacidade.

Aqui é diferente, escrevo para quem quiser ler, mas nunca divulgo.

Estou passando por uma fase que o bichão está acordado, pede comida, colo, cafuné, atenção, carinho e amor.

Quando ele adormece, eu me sinto muito leve, feliz, conecto com as pessoas e consigo fazer várias coisas; mas quando ele acorda, me toma de assalto, me deixa tensa, nervosa, desatenta e muito ansiosa. Fico no desequilíbrio, desconectada das pessoas, até das que amo.

Ele é grande, pesado, e não avisa a hora de aparecer, ele vem, chega chegando, quando eu menos espero.

Estou tomada, toda encoberta com ele no colo, parece até um urso polar que me abraça e não me solta. Fico paralisada, me sinto culpada por não conseguir deixá-lo cair do meu colo, abandoná-lo, simplesmente deixar ele num canteiro de estrada e sair correndo e nunca mais achá-lo, nunca mais pegá-lo, afinal, ele não me pertence, mas ele acha que sou sua dona.

É tão difícil lidar com ele, eu, minhas questões, minhas faltas e necessidades quando ele está acordado... Mas aprendi uma coisa com ele. Falta muito amor próprio, e se não fosse por ele, não estaria no curso de percussão ( coisa que sempre quis fazer e nunca tinha ido atrás) e as práticas de dança com a Técnica Klauss Vianna que me faz tão bem!

Apesar da minha busca estar se intensificando cada vez mais, preciso abrir mão dele, soltá-lo, deixá-lo de lado e seguir minha vidinha. Trabalhar, estudar, pagar as contas, sonhar, dançar, batucar e ser feliz.

Depressão, se não for via terapia, será via medicamentosa, mas não aceito mais, seu acampamento aqui dentro da minha mente e do meu peito.

Chega de dor!

Bjo