27 de jan de 2017

Escuta do Corpo - Oficina Jussara Miller - Técnica Klauss Vianna

Estou desde terça feira trabalhando a presença, os vetores, o olhar, o reconhecimento do espaço, os sons, músicas, o ambiente e suas faces. Os ísquios, o sacro, a cervical, lombar, os pés, as articulações, o observador, os jogos, os toques.

Sinto sempre que estou incorporando mais e mais movimentos e sensações.
As experiências são como um laboratório e as sensações são os resultados dos experimentos.
Estou como uma biblioteca de sensações e não quero esquecê-las.
Talvez, ao passar dos dias, essa ebulição vá amenizando, mas espero que as palavras não me faltem para trazer tudo à tona.

A dança é psicologia, filosofia, terapia, vida e dança se fundem e não consigo desvincular isso.

Acho as vezes que uso a dança de uma forma errada, ou não seria essa a palavra, mas a uso sem a finalidade mais apropriada.

Uso a dança para me conhecer, saber meus medos, limitações, saber como são minhas posturas perante a vida, saber quais são minhas fraquezas e riquezas.

Consigo traçar um paralelo, de minha postura numa oficina de dança, com minha postura perante a vida. Fica tão claro pra mim!

Recebo esses insights, como se fossem presentes divinos, pois quando o inconsciente se torna consciente; eu posso mudar, eu posso me reconhecer no outro e em minha dança.

Uso a dança para aprender a me soltar mais, me lançar, me arriscar, penso que se meu padrão de comportamento na dança mudar, de fato conseguirei mudar um padrão de comportamento e pensamento na prática, no cotidiano e na vida!

Dança e vida são a mesma coisa!

Dança é vida!

Do mesmo jeito que tenho medo da vida, tenho medo da dança.

Medo de errar, de sair errado, de sair feio, desajeitado, esquisito, medo de sair mal feito, mal acabado.

Mas a pergunta que fica sempre é: E porque não tentar? Não arriscar?

Porque não se lançar nesse mar de possibilidades, jogos, combinações, encontros e desencontros?

Só pra deixar bem claro, no paragrafo acima eu me refiro à dança.

Mas fala se não parece que estou falando da vida?

Enfim... quando uma música que eu amo toca, eu me arrepio inteira. Sinto uma vontade enorme de sair correndo, girando e sorrindo por aí.

Quando um olhar me toca, fico sem jeito, encabulada.

Quando vejo pessoas queridas, meus lábios já se horizontalizam e os dentes já apontam na boca.

Quando percebo que minha mente viaja, que eu interpreto as coisas erradas, que por que pensei assim, por qual motivo meu cérebro, ou seja, meu corpo, reagiu desta forma tão particular, quando me coloco em dúvida da minha própria forma de ver e sentir o mundo, e até quando percebo que esperam algo de mim e eu interpreto e entendo de outra forma, eu fico desapontada comigo.

Mas por que? Eu sou única neste mundo, não existe ninguém igual a mim, ninguém com as mesmas digitais, iris, dna, eu sou um universo e todos nós somos universos diferentes.

Por que não me aceito?

E por que tantas perguntas?

Por que só não vivo isso e ok? Não, na realidade quero respostas, quero entender o que se passa na estrutura psicológica, entender como posso me sentir mais feliz comigo mesma, e acho que entendendo e conhecendo um pouco mais sempre, vai me dar segurança e tranquilidade de ser feliz com quem eu sou e me torno a cada dia!

Sinto que ganho mais extensão, quase tocando as mãos nos pés quando abaixo!

Sinto que me arrisco pouco, mas tem gente que se arrisca menos ainda, e quem se arrisca muito mais.

Somos tão plurais, tão cheios de virtudes e defeitos, tão ricos em detalhes, em pormenores, tão vastos.

Somos pequenininhos, grão de areia, cheios de incertezas e cheios de fragilidades, temos tantas ideias pré concebidas, bloqueios, mesquinhos, somos humanos.

Hoje é o último dia de oficina, foram 16 horas divididas em 4 dias.

Fui uma pessoa pra lá e estou saindo outra.

Mais positiva, mais esperançosa, mais confiante que as coisas podem melhorar, e com mais sonhos!

Bjo

22 de jan de 2017

Domingo - trilha da noite ... Kabaluerê


Congruência

Palavras emitem idéias.

Gestos emitem sentimentos.

Alinhar as idéias aos sentimentos, e poder me expressar e ser entendida é o que desejo.

As vezes sinto que não compreendo os sinais do mundo, mas também não consigo nem me compreender.

Meu umbigo, meus pés, minhas mãos, minha cabeça... tudo isso mostra aonde estão meus interesses.

Preciso aliar o corpo à mente e sair desse poço em busca de novos caminhos.

P.

Nietzsche

" E adiante na floresta, por um caminho de sabedoria com passo firme com energia e confiança.
Sejas como fores, seja tua própria fonte de experiências.
Jogues fora o descontentamento com a tua natureza.
Perdoa a ti mesmo, está em teu poder misturado às tuas vivências.
Teus momentos hesitantes, erros, ilusões, paixões, teus amores e tuas esperanças. Tua própria meta e nada mais."



 

Segundo Schopenhauer...

"Segundo Schopenhauer, havia uma forma de escapar do sofrimento. Ainda que momentaneamente, através da arte.
A arte tinha um papel muito importante sobretudo a música.
Durante a experiência musical, você pode transcender seus sofrimentos por alguns instantes."


Aceitação!

Hoje acordei pensando em tudo que está acontecendo comigo de um ano e meio pra cá.

Passei por uma separação, saí do trabalho com uma mão na frente e outra atrás, estou sem trabalhar e fazendo dívida para sobreviver, deprimida, sim muita depressão, e sem muita esperança que consiga rapidamente mudar este quadro.

Quanto mais deprimida vou ficando, mais sem forças para lutar sigo a minha caminhada.

Já aceitei várias condições na minha vida, a mais importante delas, foi aceitar meu cabelo, digo isso, e pode parecer uma besteira, mas para uma mulher, aceitar o cabelo dela como é, e amá-lo, acredito que seja a parte do processo mais importante, para ela se enquadrar na sociedade, praticar a auto estima, se reconhecer no mercado, na propaganda, achar produtos que a valorizem como ela é; e senti tudo isso após forte movimento das feministas negras deste país.

Eu sempre soube que era diferente, meio melancólica, meio fechada, fascinada pela beleza que a tristeza pode criar. Quando me emociono, choro e ao ficar feliz demais choro também.
Meu estilo de filme predileto é o drama, e amo as bandas mais melancólicas como Portishead e Radiohead.

Hoje pensei: E se eu aceitar que tenho uma doença psicológica, e tratá-la como uma doença, e não somente como um estado de espirito achando que quando as coisas melhorarem para mim, esse estado vai passar?

Hoje e somente hoje, eu pensei: Por que eu não luto contra esse estado e mudo a minha frequência? Sou do tipo de pessoa que não é nenhum pouco proativa. Sempre espero que as coisas que são para mim, cheguem até mim. Acredito piamente numa lei do Universo que fala, se for pra ser seu, será!

Esperar as coisas melhorarem? Esperar, esperar, esperar... o que eu sempre fiz, foi esperar o melhor momento, esperar tudo melhorar, esperar ter a idade adequada, esperar o verão chegar, esperar ter mais grana pra viajar, esperar ter férias pra viajar, esperar a promoção e conseguir melhor preço da passagem, esperar ser reconhecida no trabalho e rolar um aumento, esperar minhas expectativas estarem certas, esperar o dia de ser feliz, esperar o dia 5, esperar dar 18h, esperar o sábado, esperar me encontrar, encontrar meu caminho...

O lance é que eu com esta minha atitude, ou seja, a minha não atitude, não está adiantando nada... não está surtindo nenhum efeito. Sinto que preciso mudar minha não atitude para que as coisas sejam diferentes.

Nessa vida eu começo uma coisa e paro, começo outra e paro, não sou como as outras pessoas, que têm uma motivação e seguem em frente. Eu desanimo, eu me abato, eu fico sempre mal.

Hoje eu resolvi assumir e aceitar: Tenho depressão.

Chega de achar que passo por momentos deprimida, que passo por situações que me deprime. Acho que aceitar essa condição, este quadro ficará mais real. E e este olhar para a realidade que eu acabo me perdendo um pouco, pois tudo eu transformo num conto, numa história mirabolante, cheia de mágica e nuances extraordinários, assim como eu acho que a vida deve ser! Ledo engano, eu na verdade não quero é entrar em contato com a realidade, com a rotina, e a vida nada glamourosa das pessoas comuns, normais e equilibradas.

Preciso tratá-la para que não me atrapalhe mais. Só a terapia não dá conta, é físico, é químico, é dentro da cabeça, no corpo, não vejo o mundo e não o sinto da melhor forma.

Trilha sonora: Jain - All My Days


21 de jan de 2017

A vida ilustrada e resumida!


Trechos " A Insustentável Leveza do Ser"

"Para ele, a música é libertadora : ela o liberta da solidão e da clausura, da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar"

"Enquanto as pessoas são ainda mais ou menis jovens e a partitura de suas vidas  está somente nos primeiros compassos, elas podem faze juntas a composição e trocar os temas ( como Tomas e Sabina haviam trocado o chapéu-coco), mas quando se encontram numa idade mais madura, suas partituras musicais estão mais ou menos terminadas, e cada palavra, cada objeto, significa algo de diferente na partitura do outro"

Milan Kundera

O pé


O pé.
O invisível.
Visível só quando a unha encrava na carne, ou quando de tão só, marca encontros inesperados com as quinas dos objetos.
E os pés, na nossa extremidade, seguem abrindo nossos caminhos, nos levando a encontro de nossos sonhos.
Quando não, dão sinal ao resto do corpo, que trabalha sem saber ao menos meu nome, quem sois?
Desempenham ininterruptamente suas funções, rins, pulmões, baço, fígado, intestino, coração, sistema linfático, nervoso, imunológico, tudo trabalhando para o bem comum, para que o corpo mantenha-se forte e saudável para vier sua total capacidade de ser feliz.
Meu pé deu um sinal.
Ele, mais sábio que a mente, manda o sinal, e inchando me mostra; que está farto deste trato, ou melhor, do não trato que recebe de mim, e me avisa o quanto eu o abandono e abandono a mim mesma.

escrito em 21-08-16

História para trocar

Essa história é de uma menina bem sapeca.
Ela gosta de animais de todo tipo.
Cachorro grande, cachorro pequeno, tartaruga, passarinho e tantos outros.
Gosta também de árvores.
Quando pequenininha, olhava para tudo com aqueles olhinhos de jabuticaba e pensava: Nossa como as árvores são majestosas!
E desde muito cedo sonhava...
Sonhava em ser veterinária, ter papelaria, ser professora.
Gostava de brincar dessas coisas!
Subia no limoeiro que havia em frente da sua casa, dava banho nas tartarugas e sem medir a sua força abraçava o cachorro tentando impedi-lo que escapasse.
Certa vez, pegou uma faca para abrir uma pilha AA, pois queria saber o que havia lá dentro que fazia seus brinquedos ganharem vida.
Cortou um dedo, desmaiou e acordou com o cheirinho de café.
Café este que foi usado por sua mãe no corte para estancar o sangue que escorria.
Ela corria, matava formigas, procurava por joaninhas e aquelas plantinhas dorme-dorme para tocá-las e vê-las se fechando.
Adorava ficar sem energia elétrica, porque assim, à luz de velas; sua mãe, pai e irmão sentavam em roda na pequena sala da casa de três cômodos e um banheiro do lado de fora de casa, e ficavam conversando e ela ouvindo as histórias.
E ela adora ouvir histórias.
Trocar histórias.
Essa menina cresceu e continua brincando.
Hoje brinca de dançar, brinca com um gato siamês.
Brinca de tocar, batucar principalmente
Brinca com as palavras, teclado e suas inúmeras canetas e lápis, pois faz coleção deles!
Em toda sua caminhada há troca de afeto e desafetos, há troca de histórias, há troca de brincadeiras, mas afinal o que é a vida se não uma grande história permeada de brincadeiras?
Brincadeiras lúdicas na infância
Brincadeiras vivas e intensas na adolescência
E brincadeiras vezes tristes, duras severas e com finais felizes ou não na vida adulta?
Brincar - palavra de origem latina
Vem de vinculum que quer dizer laço, algema e é derivada do verbo vincire, que significa prender, seduzir, encantar. Vinculum virou brinco e originou o verbo brincar, sinônimo de divertir-se.
Brincar é próprio da saúde e muitas vezes auto-curativo.
Brincar essencialmente satisfaz.
O brincar é um lugar de repouso.
Brincar portanto não é pouca coisa. Brincando criamos o mundo!
Eu de verdade não sei como essa história vai se desenrolar, qual será o final, ela termina assim, meio sem enredo, sem pé nem cabeça, só com começo e ainda está em construção.
Ai, esqueci agora vou ao supermercado brincar de fazer compras, aqui em casa tá faltando sabão em pó e amaciante e hoje é dia de brincar de lavar roupa!
Fui!

P.

20 de jan de 2017

Metade

Metade de mim ... assim sem cor
Metade de mim assim... a dor
Apagador, aceitador, amador, amplificador, afiador, agitador, sonhador...

escrito em 08-11-15

Arte do Viver

Vivo de forma inconsequente
talvez diria incoerente
a forma de se levar a vida e do que é o meu querer
Vivo de uma forma despreocupada
Ou talvez encabulada
Eu diria que ela é que me leva
Vivo de uma forma inconsciente
Quase adolescente
Eu vivo a querer amar
Amar e ser amada
E é nessa toada
Que construo meu sofrer
E de sonhos e castelinhos
Faço e refaço o meu passo
Num louco compasso
Na verdade nada sei da vida
E não tenho habilidade nessa arte do viver.

Escrito em 23-02-16

Makeba - belo video!


Um Livro Em Cada Um

Fui fazer um curso de escrita no Centro de Formação e Pesquisas do Sesc perto da Paulista.
Ah que bacana, 4 encontros de 4 horas cada um com uma pessoa super inspiradora chamada Isabel Dias.
Uma senhora linda, cabelos nos ombros lisos, olhos claros e muito simpática.
Foi surpreendida ao descobrir a traição do marido após 32 anos de casamento perfeito e feliz, ou seja, vivia uma mentira, ao cair na realidade, ficou muito mal, mas a escrita a ajudou muito.
Publicou um livro, e hoje dá oficinas de escrita.

Estávamos em mais ou menos 25 participantes e cada um com uma história de vida.
O curso, um Livro em Cada Um, propunha que cada participante escrevesse uma autobiografia, ou uma memória, recorte de vida, um período.

Estou escrevendo sobre o último um ano e meio e essa minha incansável busca.
Incansável, uma ova, estou começando a ficar bem cansada e de saco cheio de tanto procurar e não achar de fato o que me traz alegria e satisfação, o que pode me dar um respiro e ainda sim me manter.
Além da busca pelo equilíbrio, pelo trabalho que me dê satisfação e retorno financeiro, agora também, procuro saber quem sou eu, porque reajo de certa forma perante determinadas situações, e isso vai numa crescente sem fim que estou sinceramente ficando exausta.

Enfim,  quase um ano sem escrever no blog, e após fazer o o curso de escrita, surgiu a vontade de colocar todos os textos que escrevi à mão, nos cadernos que tenho tenho.

De hoje em diante, estarei mais presente, e quero que todos que passaram pela cirurgia de radio distal saibam que estou fazendo algo que sempre quis fazer e ao quebrar o braço, foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, eu ficar impossibilitada de fazer: tocar percussão!

Mandem noticias!

Um abraço,

P.

Eu, passante

Hoje acordei surpreendida com palavras que permeavam o ambiente hospitalar; médico, cirurgia, quelóide, dores, analgésico, ilusão versus realidade, óculos cor de rosa... Enfim todo esse vocabulário que me é muito familiar, enraizado e marcado em mim, como gado marcado pelo ferrete.
As dores psíquicas são tamanha, e já ultrapassam a barreira da psiquê e somatizam no corpo todo.
Meu melhor remédio é a arte, essa que não pratico, mas consumo.
E consumo com tanta voracidade, que nessas doses eu encontro o conforto que preciso.
Sinto dores físicas e muita angústia.
Tenho muitos sonhos.
Um deles adolescente, a tal almejada liberdade!
Comecei a trabalhar aos 14 anos quando perguntado ao meu pai o porquê ele não me dava liberdade.
Respondeu que liberdade se conquista.
Dos quatorze até esse momento, prestes a completar 38 anos, trabalhei realmente achando que quanto mais me dedicasse, mais eu teria a chance de conquistar a tão sonhada liberdade.
De fato adquiri bens que me dão mobilidade e conforto, casa, carro, mas sinto que estou escrava disso tudo, ou seja, esse sonho se tornou utópico, distante, um sonho juvenil.
Sim, juvenil, criança, como me sinto perante à vida.
Neste último ano, tive um surto ou uma crise de lucidez quase esquizofrênica, achei sinceramente que estava enlouquecendo.
Abandonei o que não mais enchia o coração de vida, o que não mais me fazia vibrar.
E continuo abandonando, assim como se despisse casaco por casaco, peça por peça, deixando para trás tudo o que não me cabe mais. Abandonando tudo que não estava mais de acordo com meu ser.
Esse processo de desapegar, desconstruir, de enfrentar é bastante difícil é doloroso.
Romper com tudo o que parecia ser você, romper com opiniões, práticas, familiares, posturas, crenças e amores não é um processo fácil.
A minha prisão, quem construiu, mesmo sem noção de engenharia civil nem arquitetura, conseguiu erguer um prédio de segurança máxima e puni os maiores criminosos do Cosmos. Puni de maneira lenta e violenta. Lá as celas são frias, sem janela nem cobertas, sem colchão. Lá as celas são solitárias.
Quem me vigia, é o pior algoz. Ele é forte e capacitado para tal. Frio e calculista, é cruelmente duro, me julgando a todo momento e querendo acertar sempre. Quem me vigia não dorme, não se diverte, não tem vida pessoal, nem filhos, nem animais de estimação, muito menos brinquedos, não conhece o que é a paz e nem conhece o amor.
Devo confessar que fui eu mesma que construí essas paredes e me tornei esse agente.
O que consegue transpassar as paredes desse lugar é uma nota musical, um timbre de um instrumento afinado, uma corda, um batuque, um canto e palmas... Tudo isso faz um buraquinho no cimento e o que se vê através dele é realmente muito encantador.
É vista para um gramado belíssimo, bem verdinho, cheio de árvores das mais lindas espécies.
Olha! Uma menina de vestido florido correndo ali!
Vista e audição para os pássaros cantando e voando o vôo mais livre que nós humanos podemos presenciar. O vôo pelo vôo, não pela necessidade de migrar ou alimentar os filhotes. É o vôo pela ação de voar, pois é intrínseco aos pássaros.
Na arte, e para ser mais específica, na música, encontro paz, acalento e força para manter-me cabeça firme e pés fincados na vida, no movimento, na incerteza e no fluxo.
Na música eu tenho respostas e a certeza do que gosto e não gosto.

Escrito em algum dia antes do mês de Julho de 2016.