8 de abr de 2017

T3mpo R3i

Estamos em Abril.

O tempo passa, e nós passamos por ele, sem nos dar conta que tudo é fluido, infinito, ondular, espiral.

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15 de fev de 2017

Diário de Bordo

Cheguei na Uniso dia 13 de Fevereiro, segunda-feira, as 9h da manhã, sem saber ao certo, onde ficaria, sem foto 3x4 e nem a certidão de nascimento.

Peguei a fila do atendimento, e eis que fiz minha matrícula com a Jaqueline, estudante da Uniso, curso de engenharia civil.

Do primeiro andar, onde eu me encontrava, ouvia um tambor, palmas e musicas cantadas, que vinham lá do térreo. Jaqueline, me informou que era um evento, e que era do pessoal de Artes, talvez eu pudesse olhar o evento deles, mas que eu me informasse.

Meu coração se encheu de alegria, e só conseguia pensar em participar disso tudo!

Preenchemos vários campos, perguntas, dúvidas e respostas dadas, matrícula feita, desci até o salão onde estava acontecendo tal evento. Era uma sala com porta de vidro, ou seja, eu enxergava tudo lá dentro, mas todos estavam super atentos ao que estava acontecendo lá dentro.

Uma menina chegou atrasada e eu perguntei do que se tratava e ela disse que era aula da turma de Artes. E eu, de que turma, indaguei. Ela respondeu, artes visuais, dança e teatro.

Fiquei eufórica e respondi, então é minha turma, acabei de fazer a matrícula, entrei junto com ela, tirei a sandália, deixei a bolsa numa cadeira, e caí no Coco e depois na Ciranda!

Neste momento eles estavam cantando Tá Caindo Fulô, entrei na zuada!

Poxa, nem podia acreditar que aquela manifestação era aula e que tudo aquilo era matéria; e que depois de 3 anos eu ia sair com um diploma de licenciatura. É mágico!

Depois fizemos duas rodas e cantamos  e dançamos cirandas.

Segunda-feira, agora é sinônimo de dia feliz, happy hour? Pra mim, segunda, terça, quarta, quinta  e sexta as 7:40.

Conheci a Prof Daniela, e ela me fez sentir em casa.

Uniso e Dança, obrigada pelo acolhimento!

bjo

12 de fev de 2017

Pegando a estrada!

Amanhã é dia de pegar a estrada e ir por um caminho que não tenho nenhuma segurança se as coisas darão certo.

Não sei onde vou dormir, almoçar, o que vou encontrar pela frente.

A única coisa que sei, é que vou iniciar uma jornada e nela, as pessoas vão entrar na minha vida, vão passar, vão ficar, e haverá troca de experiências.

Misterioso assim como é a vida, incerto e assombroso!

Nesta etapa, quero me dedicar aos estudos e trabalhar com o coração. Quero muito poder ser eu mesma, e isso não ser nenhum empecilho para ser feliz.

Preciso me encontrar, saber quais são minhas habilidades, meus sonhos, minhas prioridades, eu quero construir a vida que eu sempre quis.

Sempre achei que a vida era um episódio que se apresentava pra gente e a gente vivia aquilo um dia de cada vez.

Hoje eu entendo que não. Nós somos os escritores, diretores e atores da própria vida.

Dois ingredientes e BUM! A direção muda, os ventos são outros, novos nortes, infinitas possibilidades e novos resultados.

Coragem e determinação.

A seguir, caracteres dos próximos capítulos.

Licenciatura de Dança aí vou eu!

9 de fev de 2017

Mini viagem - Em todos os sentidos

Segunda feira dia 06 de fevereiro eu acordei diferente.

Realmente tomei um pouco de coragem, do sonho que havia deixado de lado para viver uma vida cheia de responsabilidade e seriedade como um adulto deve fazer.

Levantei da cama, com uma vontade e uma fome de algo maior, além da minha possibilidade cognitiva de realizar algo que fosse de verdade me fazer feliz.

Estou encontrando muitos obstáculos nos trabalhos que aparecem, obstáculos emocionais.

Semana passada tive uma crise de ansiedade que desencadeou um choro compulsivo e uma tremedeira no meio do transito, que sinceramente, pensei que não fosse conseguir ir trabalhar.

Vi com nitidez e muita gratidão, que mais uma vez, estava me colocando numa situação que meu corpo e minha alma não querem mais.

Mas quando você tem noção que precisa trabalhar, pagar as contas, senão o poço vai ficar tão fundo, que não haverá corda para te salvar; você quer passar por cima disso tudo e ir mesmo contra a sua vontade. Eu fui, fui mais uns 3 dias. E foi no sábado que vi que estava tão infeliz quanto se tivesse ficado em casa implorando por um trabalho.

Mas nessa segunda eu acordei diferente.

Entrei no site do Sesc para procurar coisas para fazer e me deparei com a oficina de Dança com a Dudude. Lembrei do curso de graduação de Dança da Uniso - Universidade de Sorocaba, que conheci através da fala de uma menina muito legal na oficina de Dança com a Jussara Miller, de Técnica Klauss Vianna, 4 dias e 4 horas no Sesc Pinheiros.

Ela me contou um pouco sobre a grade curricular e eu fiquei apaixonada pelo o curso.

Aulas de canto coral, percussão, cultura popular, iluminação e sonoplastia entre outras matérias...

Poxa, é a grade curricular mais legal que já vi... é ter um diploma de graduação, de licenciatura fazendo tudo que mais tenho interesse em fazer. Logo pensei, é isso, devo me arriscar e ir em busca daquilo que vai encher minha alma de vida e fazer valer a pena a minha passagem por aqui.

E na segunda feira, paguei a inscrição do vestibular que aconteceria na terça feira dia 07, e no dia seguinte parti em direção da minha busca.

Fui até Sorocaba horas antes da prova, conheci o Sr Aparecido, Sr AP para quem já o conhece há muito tempo, e lá ele me me levou a cada sala, a cada laboratório, ate a biblioteca, e até nos laboratórios lindos de gastronomia e hotelaria. Foi incrível! Uma viagem num campus enorme, cheio de esperança, que encheu minha alma de sonhos e possibilidades.

Fiz a prova, e fiquei por lá, me hospedei num hostel super aconchegante e lindinho chamado Mi Casa, que fica no Centro de Sorocaba, uma casa amarela linda, de janelas azuis turquesa. Havia um gato preto e branco, super meigo. Estava sozinha num quarto compartilhado de 4 pessoas.
Amanheci ainda com o corpo dolorido, da prova cansativa e da tensão da novidade, e comi um pão com chutney de maracujá, uma banana e um copo de suco de laranja natural.
Apesar de estar no centro, um lugar super silencioso.

Fui dar uma volta a pé. Conversei com algumas pessoas, pedindo orientação para voltar ao hostel.

Ontem saiu o gabarito da prova, de 50 questões acertei 24, vi como estou enferrujada.

Hoje dia 09 estou em casa, esperando a lista de aprovados. Se eu passar, não sei nem por onde começar, mas a certeza é de que quero iniciar essa viagem!

E vocês? Vêm comigo?

6 de fev de 2017

All My Days - Jain - Trilha sonora desta fase!


All My Days

Everything I'v done in my life is walk a little more
We've been raised in the same world with all those different colors
Everything I've donne in my life is walk a little more,
I walk through the pain and joy that gives the years over my back

All my days I'Il be trying
All my days I'll be trying

On and off the road I try to keep my clocks on time
It's the only way I've got to make sure that I am not lost
On and off the road I work to keep your love on top
It's the only way for me to be as strong as I'd like to be

All my days I'll be trying
All my days I'll be trying

I try a little harder
Try a little, little, little stronger
Try a little, little, little harder
Try a little, little, littl more

I try a little harder
Try a little, little, little stronger
Try a little, little, little harder
Try a little, little, littl more

I got to try, got to try, go to try

Bicho!

Os bichos estão por toda parte!

Adoro os animais domésticos, admiro os animais selvagens, e a nossa convivência com eles é enriquecedora. Aprendemos com nossos bichinhos, a ação do cuidar, do amar, voltamos a ser crianças.

Eu tenho um bicho dentro de mim.

Eu o alimento as vezes.

Não quero mais isso.

Eu fui uma criança que não via coisas, que dormia bem a noite. Acho que fui uma criança bem de boa.

Entrei na escola com 3 anos e meio, amava a escola que eu estudava. Educação construtivista, tinha liberdade de ser quem eu era, e se fazia algo errado ( e olha que fazia viu? ) era chamada de canto, conversavam comigo, me apontavam a atitude que não havia sido legal, e eu ficava com vergonha de ter feito o que tinha feito, por pura admiração e amor que nutria por aquelas pessoas e aquele lugar.

Eu morava bem pertinho da escola, e de final de semana eu subia numa muretinha e ficava olhando lá para dentro, para ver se minha escola tava lá, e com vontade de entrar.

Depois saí da escola aos seis anos e meio e tive que ir para outra escola fazer o primário, pois a Epco era só jardim de infância.

Depois, a gente vai crescendo e mudando. Fui para outra escola cursar o primário, ginásio e colegial. Também amava esta escola, mas comecei a apresentar algumas dificuldades.

Eu acho que o bicho apareceu e cresceu nesta fase.

Eu fazia diários ilustrados e pintava de giz de cera, lápis de cor, colava adesivos, recortava palavras e frases legais da revista, para colar nos dias mais bacanas e que estava mais feliz. Nos dias tristes também tinham recortes de revista e pinturas com giz, porém outras cores e sentidos.

Minha mãe lia, e eu ficava furiosa comigo, de acreditar que havia algum respeito e privacidade.

Aqui é diferente, escrevo para quem quiser ler, mas nunca divulgo.

Estou passando por uma fase que o bichão está acordado, pede comida, colo, cafuné, atenção, carinho e amor.

Quando ele adormece, eu me sinto muito leve, feliz, conecto com as pessoas e consigo fazer várias coisas; mas quando ele acorda, me toma de assalto, me deixa tensa, nervosa, desatenta e muito ansiosa. Fico no desequilíbrio, desconectada das pessoas, até das que amo.

Ele é grande, pesado, e não avisa a hora de aparecer, ele vem, chega chegando, quando eu menos espero.

Estou tomada, toda encoberta com ele no colo, parece até um urso polar que me abraça e não me solta. Fico paralisada, me sinto culpada por não conseguir deixá-lo cair do meu colo, abandoná-lo, simplesmente deixar ele num canteiro de estrada e sair correndo e nunca mais achá-lo, nunca mais pegá-lo, afinal, ele não me pertence, mas ele acha que sou sua dona.

É tão difícil lidar com ele, eu, minhas questões, minhas faltas e necessidades quando ele está acordado... Mas aprendi uma coisa com ele. Falta muito amor próprio, e se não fosse por ele, não estaria no curso de percussão ( coisa que sempre quis fazer e nunca tinha ido atrás) e as práticas de dança com a Técnica Klauss Vianna que me faz tão bem!

Apesar da minha busca estar se intensificando cada vez mais, preciso abrir mão dele, soltá-lo, deixá-lo de lado e seguir minha vidinha. Trabalhar, estudar, pagar as contas, sonhar, dançar, batucar e ser feliz.

Depressão, se não for via terapia, será via medicamentosa, mas não aceito mais, seu acampamento aqui dentro da minha mente e do meu peito.

Chega de dor!

Bjo





27 de jan de 2017

Escuta do Corpo - Oficina Jussara Miller - Técnica Klauss Vianna

Estou desde terça feira trabalhando a presença, os vetores, o olhar, o reconhecimento do espaço, os sons, músicas, o ambiente e suas faces. Os ísquios, o sacro, a cervical, lombar, os pés, as articulações, o observador, os jogos, os toques.

Sinto sempre que estou incorporando mais e mais movimentos e sensações.
As experiências são como um laboratório e as sensações são os resultados dos experimentos.
Estou como uma biblioteca de sensações e não quero esquecê-las.
Talvez, ao passar dos dias, essa ebulição vá amenizando, mas espero que as palavras não me faltem para trazer tudo à tona.

A dança é psicologia, filosofia, terapia, vida e dança se fundem e não consigo desvincular isso.

Acho as vezes que uso a dança de uma forma errada, ou não seria essa a palavra, mas a uso sem a finalidade mais apropriada.

Uso a dança para me conhecer, saber meus medos, limitações, saber como são minhas posturas perante a vida, saber quais são minhas fraquezas e riquezas.

Consigo traçar um paralelo, de minha postura numa oficina de dança, com minha postura perante a vida. Fica tão claro pra mim!

Recebo esses insights, como se fossem presentes divinos, pois quando o inconsciente se torna consciente; eu posso mudar, eu posso me reconhecer no outro e em minha dança.

Uso a dança para aprender a me soltar mais, me lançar, me arriscar, penso que se meu padrão de comportamento na dança mudar, de fato conseguirei mudar um padrão de comportamento e pensamento na prática, no cotidiano e na vida!

Dança e vida são a mesma coisa!

Dança é vida!

Do mesmo jeito que tenho medo da vida, tenho medo da dança.

Medo de errar, de sair errado, de sair feio, desajeitado, esquisito, medo de sair mal feito, mal acabado.

Mas a pergunta que fica sempre é: E porque não tentar? Não arriscar?

Porque não se lançar nesse mar de possibilidades, jogos, combinações, encontros e desencontros?

Só pra deixar bem claro, no paragrafo acima eu me refiro à dança.

Mas fala se não parece que estou falando da vida?

Enfim... quando uma música que eu amo toca, eu me arrepio inteira. Sinto uma vontade enorme de sair correndo, girando e sorrindo por aí.

Quando um olhar me toca, fico sem jeito, encabulada.

Quando vejo pessoas queridas, meus lábios já se horizontalizam e os dentes já apontam na boca.

Quando percebo que minha mente viaja, que eu interpreto as coisas erradas, que por que pensei assim, por qual motivo meu cérebro, ou seja, meu corpo, reagiu desta forma tão particular, quando me coloco em dúvida da minha própria forma de ver e sentir o mundo, e até quando percebo que esperam algo de mim e eu interpreto e entendo de outra forma, eu fico desapontada comigo.

Mas por que? Eu sou única neste mundo, não existe ninguém igual a mim, ninguém com as mesmas digitais, iris, dna, eu sou um universo e todos nós somos universos diferentes.

Por que não me aceito?

E por que tantas perguntas?

Por que só não vivo isso e ok? Não, na realidade quero respostas, quero entender o que se passa na estrutura psicológica, entender como posso me sentir mais feliz comigo mesma, e acho que entendendo e conhecendo um pouco mais sempre, vai me dar segurança e tranquilidade de ser feliz com quem eu sou e me torno a cada dia!

Sinto que ganho mais extensão, quase tocando as mãos nos pés quando abaixo!

Sinto que me arrisco pouco, mas tem gente que se arrisca menos ainda, e quem se arrisca muito mais.

Somos tão plurais, tão cheios de virtudes e defeitos, tão ricos em detalhes, em pormenores, tão vastos.

Somos pequenininhos, grão de areia, cheios de incertezas e cheios de fragilidades, temos tantas ideias pré concebidas, bloqueios, mesquinhos, somos humanos.

Hoje é o último dia de oficina, foram 16 horas divididas em 4 dias.

Fui uma pessoa pra lá e estou saindo outra.

Mais positiva, mais esperançosa, mais confiante que as coisas podem melhorar, e com mais sonhos!

Bjo

22 de jan de 2017

Domingo - trilha da noite ... Kabaluerê


Congruência

Palavras emitem idéias.

Gestos emitem sentimentos.

Alinhar as idéias aos sentimentos, e poder me expressar e ser entendida é o que desejo.

As vezes sinto que não compreendo os sinais do mundo, mas também não consigo nem me compreender.

Meu umbigo, meus pés, minhas mãos, minha cabeça... tudo isso mostra aonde estão meus interesses.

Preciso aliar o corpo à mente e sair desse poço em busca de novos caminhos.

P.

Nietzsche

" E adiante na floresta, por um caminho de sabedoria com passo firme com energia e confiança.
Sejas como fores, seja tua própria fonte de experiências.
Jogues fora o descontentamento com a tua natureza.
Perdoa a ti mesmo, está em teu poder misturado às tuas vivências.
Teus momentos hesitantes, erros, ilusões, paixões, teus amores e tuas esperanças. Tua própria meta e nada mais."



 

Segundo Schopenhauer...

"Segundo Schopenhauer, havia uma forma de escapar do sofrimento. Ainda que momentaneamente, através da arte.
A arte tinha um papel muito importante sobretudo a música.
Durante a experiência musical, você pode transcender seus sofrimentos por alguns instantes."


Aceitação!

Hoje acordei pensando em tudo que está acontecendo comigo de um ano e meio pra cá.

Passei por uma separação, saí do trabalho com uma mão na frente e outra atrás, estou sem trabalhar e fazendo dívida para sobreviver, deprimida, sim muita depressão, e sem muita esperança que consiga rapidamente mudar este quadro.

Quanto mais deprimida vou ficando, mais sem forças para lutar sigo a minha caminhada.

Já aceitei várias condições na minha vida, a mais importante delas, foi aceitar meu cabelo, digo isso, e pode parecer uma besteira, mas para uma mulher, aceitar o cabelo dela como é, e amá-lo, acredito que seja a parte do processo mais importante, para ela se enquadrar na sociedade, praticar a auto estima, se reconhecer no mercado, na propaganda, achar produtos que a valorizem como ela é; e senti tudo isso após forte movimento das feministas negras deste país.

Eu sempre soube que era diferente, meio melancólica, meio fechada, fascinada pela beleza que a tristeza pode criar. Quando me emociono, choro e ao ficar feliz demais choro também.
Meu estilo de filme predileto é o drama, e amo as bandas mais melancólicas como Portishead e Radiohead.

Hoje pensei: E se eu aceitar que tenho uma doença psicológica, e tratá-la como uma doença, e não somente como um estado de espirito achando que quando as coisas melhorarem para mim, esse estado vai passar?

Hoje e somente hoje, eu pensei: Por que eu não luto contra esse estado e mudo a minha frequência? Sou do tipo de pessoa que não é nenhum pouco proativa. Sempre espero que as coisas que são para mim, cheguem até mim. Acredito piamente numa lei do Universo que fala, se for pra ser seu, será!

Esperar as coisas melhorarem? Esperar, esperar, esperar... o que eu sempre fiz, foi esperar o melhor momento, esperar tudo melhorar, esperar ter a idade adequada, esperar o verão chegar, esperar ter mais grana pra viajar, esperar ter férias pra viajar, esperar a promoção e conseguir melhor preço da passagem, esperar ser reconhecida no trabalho e rolar um aumento, esperar minhas expectativas estarem certas, esperar o dia de ser feliz, esperar o dia 5, esperar dar 18h, esperar o sábado, esperar me encontrar, encontrar meu caminho...

O lance é que eu com esta minha atitude, ou seja, a minha não atitude, não está adiantando nada... não está surtindo nenhum efeito. Sinto que preciso mudar minha não atitude para que as coisas sejam diferentes.

Nessa vida eu começo uma coisa e paro, começo outra e paro, não sou como as outras pessoas, que têm uma motivação e seguem em frente. Eu desanimo, eu me abato, eu fico sempre mal.

Hoje eu resolvi assumir e aceitar: Tenho depressão.

Chega de achar que passo por momentos deprimida, que passo por situações que me deprime. Acho que aceitar essa condição, este quadro ficará mais real. E e este olhar para a realidade que eu acabo me perdendo um pouco, pois tudo eu transformo num conto, numa história mirabolante, cheia de mágica e nuances extraordinários, assim como eu acho que a vida deve ser! Ledo engano, eu na verdade não quero é entrar em contato com a realidade, com a rotina, e a vida nada glamourosa das pessoas comuns, normais e equilibradas.

Preciso tratá-la para que não me atrapalhe mais. Só a terapia não dá conta, é físico, é químico, é dentro da cabeça, no corpo, não vejo o mundo e não o sinto da melhor forma.

Trilha sonora: Jain - All My Days


21 de jan de 2017

A vida ilustrada e resumida!


Trechos " A Insustentável Leveza do Ser"

"Para ele, a música é libertadora : ela o liberta da solidão e da clausura, da poeira das bibliotecas e abre-lhe no corpo as portas por onde a alma pode sair para confraternizar"

"Enquanto as pessoas são ainda mais ou menis jovens e a partitura de suas vidas  está somente nos primeiros compassos, elas podem faze juntas a composição e trocar os temas ( como Tomas e Sabina haviam trocado o chapéu-coco), mas quando se encontram numa idade mais madura, suas partituras musicais estão mais ou menos terminadas, e cada palavra, cada objeto, significa algo de diferente na partitura do outro"

Milan Kundera

O pé


O pé.
O invisível.
Visível só quando a unha encrava na carne, ou quando de tão só, marca encontros inesperados com as quinas dos objetos.
E os pés, na nossa extremidade, seguem abrindo nossos caminhos, nos levando a encontro de nossos sonhos.
Quando não, dão sinal ao resto do corpo, que trabalha sem saber ao menos meu nome, quem sois?
Desempenham ininterruptamente suas funções, rins, pulmões, baço, fígado, intestino, coração, sistema linfático, nervoso, imunológico, tudo trabalhando para o bem comum, para que o corpo mantenha-se forte e saudável para vier sua total capacidade de ser feliz.
Meu pé deu um sinal.
Ele, mais sábio que a mente, manda o sinal, e inchando me mostra; que está farto deste trato, ou melhor, do não trato que recebe de mim, e me avisa o quanto eu o abandono e abandono a mim mesma.

escrito em 21-08-16

História para trocar

Essa história é de uma menina bem sapeca.
Ela gosta de animais de todo tipo.
Cachorro grande, cachorro pequeno, tartaruga, passarinho e tantos outros.
Gosta também de árvores.
Quando pequenininha, olhava para tudo com aqueles olhinhos de jabuticaba e pensava: Nossa como as árvores são majestosas!
E desde muito cedo sonhava...
Sonhava em ser veterinária, ter papelaria, ser professora.
Gostava de brincar dessas coisas!
Subia no limoeiro que havia em frente da sua casa, dava banho nas tartarugas e sem medir a sua força abraçava o cachorro tentando impedi-lo que escapasse.
Certa vez, pegou uma faca para abrir uma pilha AA, pois queria saber o que havia lá dentro que fazia seus brinquedos ganharem vida.
Cortou um dedo, desmaiou e acordou com o cheirinho de café.
Café este que foi usado por sua mãe no corte para estancar o sangue que escorria.
Ela corria, matava formigas, procurava por joaninhas e aquelas plantinhas dorme-dorme para tocá-las e vê-las se fechando.
Adorava ficar sem energia elétrica, porque assim, à luz de velas; sua mãe, pai e irmão sentavam em roda na pequena sala da casa de três cômodos e um banheiro do lado de fora de casa, e ficavam conversando e ela ouvindo as histórias.
E ela adora ouvir histórias.
Trocar histórias.
Essa menina cresceu e continua brincando.
Hoje brinca de dançar, brinca com um gato siamês.
Brinca de tocar, batucar principalmente
Brinca com as palavras, teclado e suas inúmeras canetas e lápis, pois faz coleção deles!
Em toda sua caminhada há troca de afeto e desafetos, há troca de histórias, há troca de brincadeiras, mas afinal o que é a vida se não uma grande história permeada de brincadeiras?
Brincadeiras lúdicas na infância
Brincadeiras vivas e intensas na adolescência
E brincadeiras vezes tristes, duras severas e com finais felizes ou não na vida adulta?
Brincar - palavra de origem latina
Vem de vinculum que quer dizer laço, algema e é derivada do verbo vincire, que significa prender, seduzir, encantar. Vinculum virou brinco e originou o verbo brincar, sinônimo de divertir-se.
Brincar é próprio da saúde e muitas vezes auto-curativo.
Brincar essencialmente satisfaz.
O brincar é um lugar de repouso.
Brincar portanto não é pouca coisa. Brincando criamos o mundo!
Eu de verdade não sei como essa história vai se desenrolar, qual será o final, ela termina assim, meio sem enredo, sem pé nem cabeça, só com começo e ainda está em construção.
Ai, esqueci agora vou ao supermercado brincar de fazer compras, aqui em casa tá faltando sabão em pó e amaciante e hoje é dia de brincar de lavar roupa!
Fui!

P.

20 de jan de 2017

Metade

Metade de mim ... assim sem cor
Metade de mim assim... a dor
Apagador, aceitador, amador, amplificador, afiador, agitador, sonhador...

escrito em 08-11-15

Arte do Viver

Vivo de forma inconsequente
talvez diria incoerente
a forma de se levar a vida e do que é o meu querer
Vivo de uma forma despreocupada
Ou talvez encabulada
Eu diria que ela é que me leva
Vivo de uma forma inconsciente
Quase adolescente
Eu vivo a querer amar
Amar e ser amada
E é nessa toada
Que construo meu sofrer
E de sonhos e castelinhos
Faço e refaço o meu passo
Num louco compasso
Na verdade nada sei da vida
E não tenho habilidade nessa arte do viver.

Escrito em 23-02-16

Makeba - belo video!


Um Livro Em Cada Um

Fui fazer um curso de escrita no Centro de Formação e Pesquisas do Sesc perto da Paulista.
Ah que bacana, 4 encontros de 4 horas cada um com uma pessoa super inspiradora chamada Isabel Dias.
Uma senhora linda, cabelos nos ombros lisos, olhos claros e muito simpática.
Foi surpreendida ao descobrir a traição do marido após 32 anos de casamento perfeito e feliz, ou seja, vivia uma mentira, ao cair na realidade, ficou muito mal, mas a escrita a ajudou muito.
Publicou um livro, e hoje dá oficinas de escrita.

Estávamos em mais ou menos 25 participantes e cada um com uma história de vida.
O curso, um Livro em Cada Um, propunha que cada participante escrevesse uma autobiografia, ou uma memória, recorte de vida, um período.

Estou escrevendo sobre o último um ano e meio e essa minha incansável busca.
Incansável, uma ova, estou começando a ficar bem cansada e de saco cheio de tanto procurar e não achar de fato o que me traz alegria e satisfação, o que pode me dar um respiro e ainda sim me manter.
Além da busca pelo equilíbrio, pelo trabalho que me dê satisfação e retorno financeiro, agora também, procuro saber quem sou eu, porque reajo de certa forma perante determinadas situações, e isso vai numa crescente sem fim que estou sinceramente ficando exausta.

Enfim,  quase um ano sem escrever no blog, e após fazer o o curso de escrita, surgiu a vontade de colocar todos os textos que escrevi à mão, nos cadernos que tenho tenho.

De hoje em diante, estarei mais presente, e quero que todos que passaram pela cirurgia de radio distal saibam que estou fazendo algo que sempre quis fazer e ao quebrar o braço, foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, eu ficar impossibilitada de fazer: tocar percussão!

Mandem noticias!

Um abraço,

P.